header

Notícias

  • 'Star 61 faz show com repertório totalmente exclusivo em João Pessoa, após cinco anos longe'

    09 / 04 / 2014

    A banda Star 61 pretende fazer um show completamente exclusivo nesta quarta-feira, 09, no Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport). O show começa daqui a pouco, às 23h, na Tenda Música. “A gente preparou um show super especial para João Pessoa, para nossa volta depois de 5 anos. É um repertório totalmente exclusivo”, contou o vocalista Flaviano André.

    “O público vai ter a festa que é o show da Star 61. A gente vai tocar alguns hits da banda, vai ter uns covers. Vai ser uma festa que a gente vai fazer aqui, de interação da banda junto com o público. A gente quer comemorar essa volta para a cidade, junto com os amigos. Eu nem chamo de fãs, chamo de amigos, na verdade. Vamos fazer uma festa”.

    A banda resolveu trazer de volta, para o show em João Pessoa, um repertório que nem tocava mais em São Paulo, apenas para satisfazer os fãs. “São umas quatro músicas das antigas. Vamos acabar tocando Secos e Molhados, que é uma das bases do som da Star 61”, pontua.

    O estilo – Em relação ao estilo da banda, o grupo lembra que a ideia sempre foi reviver o brilho deixado por artistas da década de 60, 70, como o Secos e Molhados, David Bowie, Mutantes, Tropicalismo,  Kraftwerk . “A Star 61 tem de tudo um pouco, são gostos pessoais, e a gente traz para o som do Star 61, tocado mais lento ou mais rápido, mais alto ou mais baixo. o que a gente faz é rock in roll. É um caldeirão total”, ressaltam em conjunto os integrantes.

    Arte não tem sexo – Falado de sua forma de se vestir no palco, Flaviano soltou o verbo e garantiu que ela também é um chamariz.

    “Quando eu montei a Star 61 eu quis quebrar paradoxos e paradigmas com essa história de visual. Eu quis mostrar ao pessoal que se eu me visto com roupas coladas, com plumas e paetês, não é porque eu tenho uma opção sexual X ou Y, não é isso. Quis mostrar que eu sou Flaviano, eu sou um ser humano, eu sou um artista, que tenham respeito, independente, da minha opção sexual. É mostrar através da arte e da música o respeito que tem que ter acima desse preconceito. Que é uma merda. A Star 61 não admite preconceito nenhum, de  cor ou opção sexual. Por isso que o público da gente é bem diversificado. E tem essa história que é um chamativo na banda, é!  E não é só para fechação, eu usar plumas e paetês, botas, shortinho curto, não é! É para festejar a vida, a arte e para fazer desse momento único. É um espetáculo. E a gente consegue”, avisa.

    O vocalista conta que já foi chamado de viado enquanto cantava, mas “não deixou barato”. N Paraíba aconteceu no Festival Balaio Pop, em Patos. “Às vezes se juntam  dois, dependendo da cidade que a gente toca, termina a primeira música, e gritam: Viado! Só que eu escuto. Eu já desço do palco e encaro. Eu desço e grito. É uma frase que eu sempre uso, grito!, se tiver gente preconceituosa: ‘Que fique bem claro, estamos fazendo arte e arte não tem sexo!’. Quando você olha tem o hétero, tem o bofe, tem a namorada. E quem é preconceituoso? Cara saia daqui que aqui não é o seu lugar. Volte para o esgoto que é lá o seu lugar”.

    Cinco anos fora – A banda passou cinco anos em São Paulo sem tocar os pés em João Pessoa e tem conseguido projeção por lá. “Conseguimos tocar na virada cultural, que é um puta evento. Tem bandas que já ralam lá há décadas e não conseguiram tocar”, frisa o vocalista.

    Segundo Flaviano, a Star 61 acabou sendo apadrinhada por Luis Calanka que é dono da loja (selo) Baratos e Afins, na galeria do rock. O selo lançou Arnaldo Batista, as Mercenárias e Felinni.

    “A gente chama ele de padrinho. Esse tempo inteiro eu tentei com os meus contatos aqui a gente chegar em João pessoa, mas não é fácil. Precisamos de alguma ajuda de custo para vir para cá. Algum festival tem que dar algum suporte para a banda vir para João pessoa. Os fãs estavam loucos para nós virmos para cá e o Cineport proporcionou isso. A gente veio instigado, preparamos um show mais do que especial para cá.  Hoje em dia temos que ter o suporte de uma cidade para outra”, explica.

    A ideia é mesmo continuar em São Paulo, onde a Star 61 tem conseguido criar alicerce, “Tem até uma proposta de vídeo clipe com uma produtora bem bacana. Mas a gente tem que voltar para lá. É aquela história, a gente vai continuar lá para poder voltar para cá. Mas é assim, os pés lá, o pedaço do coração lá, outro pedaço aqui, a alma vai lá, volta para cá”, lamenta.

    Formação da banda – A banda é formada por Flaviano André (Voz e  Guitarra base), João Pedro (Guitarra solo e backing), Eder Munhoz (Baixo e backing) e Gustavo Mendes (Bateria).

  • incentivo
  • patrocinio

    logo_patrocinio
  • Realização

    fojblogo
  • mincultura

    cineport na rede

    linhafooter