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  • 'Moçambique e Portugal no DOCTV CPLP desta quinta'

    22 / 09 / 2011

    Por Bruno Calixto
    Colaborador

    Se todos os caminhos levam ao cinema, para as oito nações membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e Macau o destino é o Cineport. Reunidos na programação do DOCTV CPLP do festival, um documentário de cada país, com duração de 52 minutos, vem sendo exibido na mostra realizada em João Pessoa (PB). Nesta quinta foi a vez de “Timbila e Marimba Chope”, de Moçambique, e “Li Ké Terra”, de Portugal, tomarem as telas da Sala Vladimir Carvalho.

    “O programa (DOCTV) existe desde 2002. Já houve quatro edições no Brasil, país que lançou 170 documentários a partir da rede. Nossas ações vão de informação a distribuição, daí essa parceria com as TVs, responsáveis por exibir o material”, destaca o coordenador de unidade técnica do projeto, Henrique Andrade.

    Fruto de uma rede criada a partir da união entre instituições públicas e canais de televisão dos Estados envolvidos, que inclui ainda Angola e Brasil (respectivamente “Nos trilhos culturais da Angola contemporânea” e “Exterior” exibidos na última terça), Cabo Verde e Guiné-Bissau (respectivamente “Eugênio Tavares ‘Coração crioulo’” e “O rio da verdade” exibidos na última quarta), além de São Tomé e Príncipe e Timor-Leste (“Tchiloli ‘Identidade de um povo’” e “Uma Lulik” programados para esta sexta). No domingo, último dia da mostra, será exibido “O restaurante”, de Macau, que, a despeito do domínio chinês, pleiteou sua participação no programa.

    Segundo Andrade, os documentários foram feitos para um concurso internacional da CPLP em 2009, voltado ainda à formação dos documentaristas. Uma oficina foi desenvolvida com os interessados em Moçambique, onde portugueses e brasileiros ministraram cursos de desenvolvimento de projeto. O prazo para a execução dos documentários foi de 180 dias e os recursos liberados para cada um dos selecionados foram na ordem de €$ 50 mil. “A verba é proveniente dos ministérios da Cultura do Brasil e de Portugal”, esclarece Henrique Andrade. “Isso possibilitou, inclusive, que países como Timor-Leste e São Tomé e Príncipe criassem instituições públicas voltadas, exclusivamente, para questões do audiovisual. ‘Uma Lulik’, aliás, foi o primeiro (e único) trabalho cinematográfico dos timorenses desde a sua independência total em 2002 (com relação à Indonésia)”, complementa Andrade, informando que a organização recebeu 80 inscrições.

    Independência por meio do cinema

    Não só pela repressão nas ruas, o Timor-Leste permanece refém do silêncio desde 1975, quando a língua portuguesa foi banida do idioma dos timorenses. O retrato figurativo desse contexto pode ser visto, em recorte, no documentário “Uma Lulik”, que, amanhã, revelará o cordão umbilical entre passado e presente naquele país. A sinopse traz os vivos: “uma reserva de memória e sabedoria antiga” e os mortos “local onde o tempo não passa e onde a história se renova”. Tudo o que sublinha o atual e ainda desconhecido cenário da sétima arte timorense.

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