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  • 'Longas Quase Samba, Kadjike e animação, são destaques. Osso Vaidoso e DJ White Haus animam Cineport'

    06 / 04 / 2014

    O Festival de Cinema dos Países de Língua Portuguesa (Cineport)  contou com animação da banda Osso Vaidoso e do DJ White Haus neste sábado, 05. Além da música, o Festival teve todas as sessões concorridas, com maiores destaques para os longas da Guiné-Bissau, "Kadjike", para o filme brasileiro "Quase Samba, inédito no circuito comercial, e para a animação "O Menino e o Mundo".

    O dia começou com a sessão às 17h do filme moçambicano "Caminhos da Paz", de Sol de Carvalho. O documentário conta  o principio do conflito armado pós-independência de Moçambique e  termina no Acordo de Paz. Em paralelo estava rolando a sessão de curtas vindas de Guimarães Capital da Cultura Europeia, que sempre tem trazido pérolas do novo cinema português. Destaque para o assustador Fácinora, de Paulo Abreu. O filme conta a história de um frade assassino agindo sob a influência de satã. Todo feito nos moldes do cinema mudo, o curta agradou aos presentes. Ainda foram exibidos Posfácio nas Confecções Canhão”, de Antônio Ferreira e “A Menina dos Olhos”, de Regina Guimarães.

    Às 18h45 dois filmes chamavam a atenção: “O Menino e o Mundo” de Alê Abreu, e “Ossos”, de Pedro Costa, o homenageado do festival. “O Menino e o Mundo” teve uma sessão onde várias pessoas, não só crianças, queriam ver a o longa que utilizava diversas técnicas artísticas para contar a história de um menino que sofrendo com a falta do pai, deixa a sua aldeia e descobre um mundo fantástico dominado por máquinas-bichos e estranhos seres.

    O filme “Ossos” também investe no inovador. É uma obra de docuficção que rompe barreiras. Uma espécie de obra de luto em relação ao modo de produção clássico: 35mm, iluminação pesada, sem assistentes, o diretor muda os padrões. A história: Um bebé de poucos dias irá sobreviver a várias mortes. Numa vida miserável, a mãe deseja por fim a sua vida e o pai quer salvá-lo.

    O filme da Guiné-Bissau, Kadjike, de Sana N´Hada, impressionou pelo início em preto e branco contando a visão da criação do mundo dos habitantes do arquipélago Bijagós, na África. O filme aborda como um lugar onde as pessoas vivem em comunhão com a natureza pode sofrer com chegada de estrangeiros. Belo e reflexivo.

    Para fechar as sessões da noite, o filme Quase Samba, que é exibido pela segunda no Brasil e ainda não entrou em circuito comercial. Um drama com Mariene de Castro no papel principal (Tereza), dividida entre dois homens que acreditam ser o pai da criança que ela espera. Um miliciano, vivido pelo cantor pernambucano Otto e um hacker (João Baldasserini, de Linha de Passe) de espírito romântico.

    Shows - Já era quase meia noite quando começou o show da banda Osso Vaidoso. A cantora Ana de Deus entoou poesias de Mário Cesariny, Ernesto Melo e Castro, Walter Hugo Mãe e Regina Guimarães, dando outro tom as palavras e versos e transformando o português em algo além de uma língua. A guitarra de Alexandre Castro, algo endiabrada, se juntou ao contrabaixo de Henrique Fernandes e a bateria de Gustavo Costa fazendo uma mistura por vezes harmoniosa, por vezes fortemente pop, rock, jazz. A apresentação esquentou a Tenda Música.

    Para fechar a noite, o DJ White Haus levou à Sala Vladmir Carvalho o som das pistas europeias. O local ficou lotado, cheio de um público dançante e animado.

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