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  • 'De Nazarezinho, documentário “Capela”, Menção Honrosa no Cineport, conta dia de idosa de 91 anos'

    13 / 04 / 2014

    O curta “Capela”, de Ramon Batista, será exibido neste domingo, 13, na Sessão Filmes Vencedores, a partir das 20h30 na Sala Vladimir Carvalho. O filme, que recebeu Menção Honrosa do Prêmio Energisa, durante o Festival de Cinema de Língua Portuguesa (Cineport), foi realizado apenas com R$ 2 mil reais, de forma completamente independente.

    O diretor, que nasceu em Brasília, mas foi com apenas um ano morar na zona rural de Nazarezinho, sertão da Paraíba, conta que a produção foi feita toda em cooperativa.

    “Eu fiz o roteiro, mostrei aos diretores de fotografia, Breno Cesar e Marcelo Quixaba, e falei da proposta do filme. Perguntei se eles topavam fazer como se fosse uma cooperativa. Eu fazendo o roteiro e a direção e eles indo fazer o filme”, conta um Ramon algo tímido, depois de ter recebido a Menção Honrosa do festival.  Breno e Marcelo concordaram e Ramon correu atrás da grana para viabilizar passagens e a alimentação da equipe para fazer o filme. R$ 2 mil reias, no total.

    A ideia para contar a história de Dona Marilita, uma idosa que mora sozinha num sítio, surgiu de supetão. “Essa ideia até parece que foi uma coisa sobrenatural. Eu nunca tinha entrado na casa, quando entrei estava aquela senhora cochilando. Então eu vi a cena do filme. Bicho isso aqui dá um filme. Foi como se ela estivesse me chamando para fazer o filme dela e foi o que aconteceu. Eu tive mil ideias, fiz o roteiro e o resultado está aí”, conta entusiasmado.

    Dona Marilita, personagem central do curta.

    A história se passa no Sítio Águas Belas, sertão da Paraíba, na cidade de Nazarezinho. O filme mostra o cotidiano da idosa, que dorme, cozinha, costura, se balança numa cadeira de balanço, olha para o retrato do marido que já morreu e vai rezar na capela. Apesar da sinopse parecer simplista, a história surpreende por conseguir adentrar com seus silêncios e imagem a vida solitária de Dona Marilita, que, diga-se, é uma ‘atriz’ de mão cheia.

    Sobre a protagonista, ele diz que ela é um amor de pessoa. “Ela tem 91 anos e aquilo é a vida dela. Ela mora sozinha ali, os filhos moram um pouco afastados. Ela perdeu o marido faz 10 anos. E aquilo é ela, ela é aquela mulher solitária que reza naquela igreja. Capela é um documentário daquilo”, ressalta.

    Esse foi o segundo filme independente de Ramon, que começou a se interessar por audiovisual através do Laboratório de Jovens Roteiristas Paraibanos (Jabre), projeto encabeçado pelo diretor Torquato Joel.  “Eu tive um projeto selecionado, a gente foi para lá, eu desenvolvi o roteiro e ganhei a equipe para trabalhar”, explica.

    Ramon Batista, realizador do filme "Capela".

    Além da Menção Honrosa no Cineport, o filme ganhou também o Festival Internacional de Curtas de São Paulo, competindo com gente formada em escolas de cinema do Brasil inteiro.

    Ramon garantiu que já tem outro projeto em mente, será sua primeira ficção: uma história que mescla cangaço e rezador. “Aí existe uma relação entre eles dois. O filme é baseado em fatos reais”.

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