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  • 'Continuação de 'O bandido da luz vermelha' é destaque no Cineport'

    22 / 09 / 2011

    Por Bruno Calixto
    Colaborador

    Sequência inédita do clássico do Cinema Marginal, "Luz nas trevas - A volta do bandido da luz vermelha", trouxe a diretora (do longa) Helena Ignez ao 5º Cineport. Exibido nesta quarta-feira no Festival, o filme, cujo original é assinado por Rogério Sganzerla – ex-marido de Ignez,morto em 2004 - foi premiado este ano pela crítica no 63º Festival de Locarno, na Suíça. “Rogério (Sganzerla) me deu esse grande presente pelos nossos 35 anos de vida juntos. O que mais me encanta é sua genialidade e generosidade, ao me incumbir da missão de tocar o projeto diante da imprensa, numa das últimas entrevistas que concedeu”, declarou Helena, horas antes de conferir a sessão na Tenda Andorinha.

    Estrelado pelo cantor Ney Matogrosso, a estréia do filme está prevista para maio de 2012, mas sua première nacional em João Pessoa trouxe ainda os atores Djin Sganzerla (filha de Ignez e Rogério) e André Guerreiro Lopes à quinta edição do Cineport. “Foi o maior ‘barato’ trabalhar com minha mãe”, resumiu Djin, cujo papel no longa remete a Jane, personagem interpretado por Helena no “Bandido” de 1968.

    No novo filme, cujo roteiro também é de Rogério Sganzerla, o bandido está preso e conhece o filho, fruto de uma aventura com uma mulher que o visitou na cadeia. Luz Vermelha rejeita o jovem, que resolve seguir a “profissão” do pai, um criminoso que roubava mansões munido com uma lanterna, na São Paulo dos anos 60. André Guerreiro ressaltou o paralelo proposto pela obra. “Meu personagem (Tudo ou Nada) é estimulado pela figura bandida do pai, que está preso, e passa a fazer o mesmo. É o pai dentro da cadeia e o filho repetindo seus atos fora desta”, ele sublinhou.

    Caminhos do ‘cinema transgressor’

    Adotando uma linguagem pop que dialoga com a dos anos 60 através de flashbacks, “A volta do bandido da luz vermelha” é um profícuo exemplar do imaginário transgressor do autor e diretor Rogério Sganzerla, que assinava filmes caracterizados por linguagem e temática herdadas das chanchadas e do cinema noir. Algo que hoje, segundo Helena Ignez, está com roupagem diferente no circuito cinematográfico nacional. “Há muito pouco de cinema transgressor, mas existem ainda cineastas transgressores. É claro que na época do Rogério havia um sentimento político que impulsionava toda uma geração”, ela declarou, arriscando um balanço dos caminhos a seguir no ramo. “Quanto ao mercado, precisamos insistir em fazer cinema, abrir espaços para distribuição e romper com as barreiras impostas pelo ‘controle’”, completou Helena, adiantando seu novo projeto cinematográfico, “A ralé”, previsto para 2012.

    Símbolo do Cinema Novo, Helena Ignez também foi musa de Glauber Rocha, a quem ela não deixa de também atribuir o título de transgressor, deixando claro, porém, que, se um câncer interrompeu o traçado artístico do gênio Rogério Sganzerla, seu maior sonho chegou às telas do Cineport pelas mãos de quem é de direito. As suas.

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