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  • 'Com 155 filmes, exposições, teatro e shows, Cineport fecha 6a edição registrando maior qualidade da produção paraibana'

    14 / 04 / 2014

    Sessões superlotadas, na Tenda Andorinha e na Sala Vladimir Carvalho

    O 60 Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) terminou neste domingo, 13, após 10 dias de festa e muito cinema. O Cineport teve praticamente de tudo. Com público estimado de 30 mil pessoas, a exibição de 155 filmes entre curtas, longas e médias metragens, 13 apresentações musicais, quatro exposições ou instalações, quatro apresentações teatrais, sete livros lançados, um Cartoon, uma revista e um gibi.  

    Doação de R$ 75 mil da Energisa para a APL fazer estátua de Augusto dos Anjos.

    100 universitários trabalharam como voluntários no evento e R$ 800 mil foram gastos na cidade com contração de transporte, hospedagem, alimentação, entre outros serviços. Além disso, o Festival deu prêmio de R$ 25 mil para o melhor curta paraibano e a Energisa doou R$ 75 mil para que a Academia Paraibana de Letras possa construir uma estátua de corpo inteiro do poeta Augusto dos Anjos nos seus jardins.

    Quadrinista badalado, Sama, lançou Cardenos do Sama - Vol I, no Cineport

    “Eu estou muito feliz com o resultado desta edição do Cineport. O evento produz essa efervescência da cidade ao longo dos dias, é uma troca intensa entre participantes, este ano tivemos entre convidados e participantes diretos do Festival em torno de 180 pessoas vindos de Brasil, Portugal e África lusófona”, conta a diretora geral do evento, Mônica Botelho.

    Primeiro encontro das APLs – A diretora ainda destaca a importância do Festival ter promovido, durante o evento, o primeiro encontro nacional das APLs, os Arranjos Produtivos Locais ligados ao audiovisual do Brasil.

    Encontro das APLs, no Hotel Skyler. Discutindo a produção audiovisual.

    “Vieram convidados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), que participou ativamente do encontro, e tivemos participantes de diversas regiões do Brasil que vieram discutir as questões da política do audiovisual. Estamos muito esperançosos que essa discussão iniciada aqui produza resultado ainda mais positivos para o cinema paraibano”, frisa Mônica.

    Outro ponto positivo elencado, foi o crescimento da produção paraibana, em número e qualidade. Segundo Mônica, a Paraíba já produz um cinema muito forte, de muito valor simbólico, mas desde o início do Festival no Estado foi registrado um aumento maior.

    “A produção paraibana foi muito boa. Além da quantidade é importante destacar a qualidade. A gente teve jure que participou das primeiras edições aqui, como o Antonio Loja Neto, critico português de cinema. Ele esteve na primeira edição fazendo a avaliação dos filmes paraibanos e voltou esse ano quatro edições depois e ficou espantado. Ele disse, ‘olha eu nunca vi um resultado tão incrível em pouco temo. Esse cinema jovem paraibano de curta metragem tem muito para mostrar para o Brasil e para o mundo’. Esse cinema que está se produzindo tem muita qualidade estética”, garante.

    Produções durante o Festival - O Festival tem sido uma janela de exposição para as obras paraibanas, mas também de troca, onde os realizadores podem ver filmes feitos nos outros continentes.

    Ator Marcos Barbosa faz apresentação "Sermões?", de padre Antônio Vieira.

    Mônica Botelho ressalta ainda a capacidade do estado de atrair produções para locações na Paraiba. No festival passado pelo pelos uma produção acabou acontecendo aqui, fruto de acordos firmados durante o evento. Caso do filme “O Grande Kilapy”, de Zezé Gamboa, estrelado por Lázaro Ramos. Nesta edição, dois filmes estavam em curso durante o evento. Um feito por Rodrigo Areias, que aborda a produção de três artistas plásticos: os portugueses Pedro Bastos e Daniel Blaufuks, e o paraibano José Rufino.

    Mônica Botelho com a ganhadora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, a angolana Rosa Mário.

    Outro filme, também em produção, é a história do político português Olímpio de Freiras, que foge da ditadura portuguesa e aqui se liga a uma série de movimentos dos Sem Terra, as Ligas Camponesas e ao partido comunista brasileiro. As filmagens começaram na Paraíba depois foram para o Rio de Janeiro e São Paulo. O filme está sendo feito pelo diretor Tiago Afonso, realizador de cinema político em Portugal.

    “O que a gente gostaria de provocar aqui é ainda um aumento maior dessa produção. É que o estado perceba, os agentes dos governos percebam, que a Paraíba tem muito a oferecer para que produções venham de fora e aqui possam filmar. A Paraíba tem uma cenografia maravilhosa. Tem o sertão, tem o mar, tem uma cidade agradável como João Pessoa, que é cinematográfica e muito bonita. Enfim, o que a gente espera do Festival é que ele deixe legados. E assim um deles foi essa contribuição de abrir a discussão com diversos setores da sociedade envolvida na produção do audiovisual paraibano , para que a gente possa de alguma maneira colaborar para que se fortaleça ainda mais e dê um salto do ponto de vista da produção”.

     

    Rodrigo Areias, produzindo filme sobre artista plástico José Rufino.

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