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  • 'Com ‘olhar de fora’, documentário inédito Bodas de Aruanda apresenta Centro Umbandista de JP'

    01 / 04 / 2014

    O filme ‘Bodas de Aruanda’, do diretor Chico Sales, faz sua estreia no dia 12 de abril, durante o Festival Cineport. O documentário conta a trajetória do Centro Umbandista Pai Tertuliano que completou 50 anos em 2013. O título se refere a um reino encantado onde, segundo a Umbanda, habitam os espíritos que compõem a cosmologia umbandista. O filme conta, através do olhar do visitante, um pouco da história e dos costumes religiosos do Centro Espírita fundado em 04 de agosto de 1963, em João Pessoa.

    Cartaz do filme Bodas de Aruanda, do realizador paraibano Chico Lopes

    Sales, que frequenta o Centro desde 2006, teve a ideia de fazer o filme quando uma vez olhava para a fachada e se apercebeu que a Casa completaria 50 anos. “A partir disso procurei permissão da direção e comecei a filmar”, conta.

    Um dos cuidados no filme foi a privacidade dos praticantes. “No Centro tem uma parte que separa os visitantes da parte da Casa onde ficam os médiuns. A câmera jamais passa esse limite. Tudo é feito a partir do olhar do visitante que entende as coisas a distância mesmo. Ainda que tenham os depoimentos, o olhar do filme é sempre de fora”, revela.

    “No filme os rostos das pessoas aparecem muito pouco, a não ser os que se dispuseram a falar, como o Seu João – dirigente da Casa –, pessoas que vivem aquilo. Além dele, as pessoas chaves que vão dar depoimento também ficam mais evidentes. Mas as entrevistas dos visitantes, aparecem em off, só o áudio”, frisa.

    O realizador explica que ele tentou manter a sensação de anonimato que teve na primeira vez que foi ao Centro quando entrou e saiu anônimo, sem que ninguém sequer lhe perguntasse seu nome.

    Além da história do Centro Umbandista, o documentário também procura pontuar de forma didática como é feito o trabalho. “Eu quis explicar às pessoas o que é a Umbanda, como funciona essa história do trabalho espiritual, como funciona a caridade, que é uma coisa bem Kardecista. E também falar um pouco dessa relação afetiva das pessoas que frequentam o lugar, tem uma relação de empatia que transcende a mera vida cotidiana. As pessoas se relacionam de uma forma muito afetiva com o espaço”, revela.

    Com esta proposta, o documentário perpassa de forma bem didática por temas caros aos adeptos da Umbanda. Indo desde os elementos que compõem a sua cosmologia, passando pelos fundamentos elementares da prática umbandista, até as relações sentimentais que são colocadas nos seus discursos. Segundo Sales, a ideia aqui é fazer uma breve síntese de um lugar que guarda em si afetividades e subjetividades múltiplas, no intuito de compreender este espaço da complexa religiosidade afro-brasileira na Paraíba, além de visualizar a riqueza de expressões do campo simbólico dos umbandistas no contexto local.

    Para o realizador, ao fazer um apanhado da história do Centro Espírita de Umbanda Pai Tertuliano, “Bodas de Aruanda” vem no sentido de "apreender as manifestações e as representações do universo simbólico umbandista, seguindo a trilha das narrativas subjetivas que fazem deste espaço um lugar tão especial para as pessoas que o frequentam. Tudo isso, na perspetiva de valorizar as manifestações da espiritualidade afro-brasileira na Paraíba, fomentando, com isso, o debate acerca do respeito à diversidade religiosa em nossa sociedade", finaliza.

    O filme, de 26 minutos, será exibido na véspera do encerramento do Festival (dia 12), às 20h45, na Tenda Andorinha.

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