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  • 'Cineport homenageia Pedro Costa em sua 6a edição, documentarista é considerado ‘re-inventor do cinema’'

    19 / 03 / 2014

    O Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa (Cineport) irá homenagear o documentarista português Pedro Costa na sua 6ª edição, que será realizada de 04 a 13 de abril deste ano. Costa é saudado como um grande inovador do cinema e já chegou ser apontado pelo cineasta Eduardo Escorel (editor de Cabra Marcado Para Morrer e diretor de Lição de Amor), como um re-inventor da sétima arte.

    Capricorniano, nasceu em janeiro de 1959, Costa acredita que já nasceu velho e cansado e vê “uma gravidade e um lado antigo” na sua construção cinematográfica. O diretor caracteriza-se por ser um cineasta independente e inovador. Usa as técnicas do cinema direto, com o mínimo de recursos entre a câmera e o personagem, sendo herdeiro das experiências feitas em 16 mm no documentário do Novo Cinema Português. Costa pertence à primeira leva de cineastas formados pela Escola Superior de Teatro e Cinema que iniciou a sua atividade nos anos noventa apostando numa linguagem mais autoral. O diretor costuma filmar regularmente com pequenas câmaras digitais.

    Citando outro diretor de cinema, o quase lendário Jean-Marie Straub, Costa afirma que busca o verdadeiro cinema, “do povo da rua, que é das árvores não é dos carros. É da água, não é das pistolas. Esse tipo de coisa é muito importante porque eu faço filmes em locais muito perigosos, duros, pobres e as pessoas querem sempre  violência, estão muito ligadas a violência, e o Straub sempre ensina que não é preciso pistolas, é preciso tirar as pistolas do cinema”, filosofa.

    A obra de Pedro Costa segue de perto a tradição lançada em Portugal pelos cineastas Manoel de Oliveira e Antônio Campos, a do cinema inspirado no conceito de antropologia visual, recorrendo com frequência a docuficção. O filme No Quarto da Vanda, considerado um marco em nova linguagem cinematográfica, valeu-lhe o Prêmio France Culture para o Cineasta Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002.

    O documentarista já afirmou que lhe custa cortar seus filmes (algumas de suas obras têm três horas de duração), talvez porque esteja próximo demais de uma fonte cinematográfica  (a documental) que é extremamente fértil. Segundo Costa, os seus documentários dialogam entre si e, de certa forma, um filme leva ao outro, às vezes com vínculos muito claros outras vezes com ligações mais subterrâneas.

    Para Eduardo Escorel, o mais indicado para saudar os filmes de Pedro “seria ficar em silêncio, na penumbra, por longo período, buscando um estado de concentração absoluta”. A recomendação aponta para as temáticas abordadas por Pedro Costa, a busca incessante para além da tela, ligando a alma do personagem à alma do espectador.

    Confira abaixo um panorama da obra de Pedro Costa em Longa Metragem:

    NE CHANGE RIEN - https://www.youtube.com/watch?v=7BO8VUtGphY
    Onde Jaz o Teu Sorriso? - http://www.youtube.com/watch?v=oCkt-bCqJgc
    Juventude em Marcha - http://www.youtube.com/watch?v=KlHBq86OIPg#t=125
    Onde Jaz teu sorriso? - https://www.youtube.com/watch?v=oCkt-bCqJgc
    O quarto de Vanda - http://www.cinept.ubi.pt/pt/filme/2327/No+Quarto+da+Vanda
    Ossos - http://www.youtube.com/watch?v=U82U859LWL0
    Casa de lava - http://www.youtube.com/watch?v=BLSe0LtX9WM
    O Sangue - http://www.youtube.com/watch?v=z11YVtKqd6Q

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