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  • 'Atriz Tânia Dinis faz vídeo performance provocativa “Female” no Cineport nesta quarta '

    09 / 04 / 2014

    A atriz portuguesa Tânia Dinis irá apresentar nesta quarta-feira, 09, no Festival de Cinema de Língua Portuguesa (Cineport) a vídeo/performance “Female”. A performance será na Sala Vladimir Carvalho, às 22h45, na Usina Cultural Energisa. A ideia é vasculhar a feminilidade da mulher, o universo feminino, seu corpo, visto muitas vezes como objeto de desejo. “Eu não posso contar como será”, brinca a atriz, já num jogo de provocação.

    A apresentação faz parte de um ciclo de experimentos feitos por Dinis que falam sobre a mulher, a provocação e a nudez. Os textos são do cineasta e artista plástico Pedro Bastos.

    A atriz explica que além de questionar o corpo e a sensualidade, a performance  também procura lançar luz sobre o lugar, o ator e a performance no teatro. “Não falo sobre isso, mas brinco com essa ideia”, avisa.

    A performance inicialmente seria um vídeo em super 8 com cinco mulheres, mas aconteceu um problema e Dinis ficou sem o vídeo. “Então acabei por transformar esse erro numa performance. Eu vou aproveitando uma série de erros e lapsos que vão acontecendo ao longo desse processo todo e transformei-os numa performance que fala sobre a mulher e a provocação”, explica.

    Confira abaixo entrevista com a atriz:

    Qual a motivação para a vídeo/performance “Female”?

    Tânia Dinis: Nunca pensei muito sobre isso. No fundo é questionar o universo feminino. Na realidade estou questionando a mim. A questionar o corpo, a relação com o corpo e como meu corpo pode ser o meu objeto de trabalho. No fundo acho que estou a questionar a mim como mulher e também (faço) pelo fascínio que tenho pela mulher.

    A ideia é uma provocação para quem vai assistir? É levar a uma reflexão?

    Tânia Dinis: Sim, acho que sim, mas eu nunca consegui pensar muito sobre o porquê da provocação. Eu acho que a mulher é provocadora. Eu acho que o universo feminino é provocador. Mas aqui eu não trabalho só sobre essa provocação, mas também a provocação do ator com o público. O que dizia sobre questionar o teatro... Porque eu estou ali também a provocar o público, a dizer que vão ver uma coisa e não vão ver, a dizer que vou mostrar uma coisa e não vou mostrar. No fundo é sobre a provocação em geral.  Mas eu não pensei muito sobre isso, isso foi acontecendo e muitos textos que o Pedro escreve e o Jorge Quintela, que me ajuda, eu acabo por ser provocada por eles. Eu estou eu mulher, a falar sobre o universo (feminino), mas eu tenho sempre o ponto de vista masculino sobre a mulher no trabalho que eu estou a fazer, e é o que acontece nessa performance do “Female”. Eu quis fazer o vídeo, fiz o vídeo, existiam alguns problemas, mas no fundo essa performance só existe porque existia uma câmera, um olhar masculino lá a filmar aquilo. Então eu gosto de brincar com este... neste caso é uma triângulo. Sou eu, o Pedro e o Jorge , o olhar externo que estava no local.

    É uma provocação de uma mulher para os homens e do olhar dos homens para as mulheres

    Tânia Dinis: Acho que é dos dois. No fundo nunca consegui pensar muito... Eu digo que é sobre a provocação, mas eu é que fui provocada neste trabalho porque me aconteceram muitos problemas. Eu fui constantemente provocada. E depois quando vejo as imagens eu também sou provocada naquelas imagens. Por mim, pelas outras mulheres. Então é uma provocação meio geral. O que eu queria era só sobre a mulher, mas o interessante que tu começas a provocar e percebes que há muito mais coisas. Eu fui provocada por esse trabalho.

    Sobre Tânia Dinis – Tânia Dinis é formada em atriz e já trabalha há algum tempo com teatro em Portugal. Nos últimos três anos começou a fazer participações em cinema como atriz e resolveu desenvolver um trabalho próprio com vídeos performances ligados a mulher.  Desde que terminou a escola de teatro, há oito anos, tem um projeto que se chama Chaca, onde recita poesia, com textos escritos por Pedro Bastos. É do signo Touro.

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