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  • 'Acima de qualquer preconceito'

    25 / 09 / 2011

    Por Bruno Calixto
    Colaborador

    Não é só o imbróglio gerado a partir da moralidade que move o diretor português João Pedro Rodrigues. Ao realizar o longa “Morrer como um homem”, ele deu um passo adiante sobre a esteira do preconceito. Mais que isto. Envolto por questões bem menos puritanas, Rodrigues oferece ao mundo da sétima arte – como pode ser conferido na noite desta sexta - a possibilidade de perceber o mundo sob a ótica de cada um. “Não houve confusão na hora de elaborar esta temática, mas sim na forma de fazer o filme. Tem cena de nudez, por exemplo, mas de um modo poético”, analisa o ator Alexander David, membro do elenco, que veio ao Brasil para representar o diretor no Cineport.

    Pressionada por seu jovem namorado Rosário a assumir a identidade feminina, submetendo-se a uma operação de mudança de sexo, Tonia luta contra as suas convicções religiosas mais profundas: se, por um lado, quer tornar-se a mulher que Rosário tanto deseja, por outro, acredita que perante Deus nunca poderá ser essa mulher. Rosário foi o papel de Alexander David, que, entre outras questões, disseca a respeito da individualidade, tão presente no filme. “Há um momento, por exemplo, que estamos a passear e começamos a ouvir uma música do nada, vinda do além. É como se Deus estivesse dando ‘uma força’ para a mudança de sexo da Tonia”, sublinha.

    O ator detalha ainda que o filme não tenta explicar a vida de um travesti, mas trabalhar com o “íntimo da transformação”, presente em cada um. “É um filme que ainda estou tentando entender, até porque os filmes do João Pedro (Rodrigues) nunca trazem mensagens positivas. Trata-se, aliás, da condição humana de inventar a felicidade”, conclui David, informando que esta é sua primeira vez no Brasil.

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