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  • '“Desejo do Morto”, Prêmio Energisa de Melhor Curta, faz homenagem a filmes de terror'

    13 / 04 / 2014

    O curta “Desejo do Morto”, de Ramon Porto da Mota, será exibido neste domingo, 13, na Sala Vladimir Carvalho, a partir das 20h30. O filme ganhou o Prêmio Energisa de melhor curta e um cheque de R$ 25 mil reais.

    Cena do filme "Desejo do Morto", de Ramon Batista.

    O Desejo do Morto foi um dos vencedores do edital de curtas metragens que a Secretaria do Audiovisual lançou no fim de 2011. O valor do edital foi R$ 100 mil, mas R$ 30 mil foram pagos de impostos. Para completar o orçamento o diretor foi buscar  apoios na Secretaria de Cultura da Prefeitura de Campina Grande, o Hotel Campina Express, o Restaurante Tábua de Carne, entre outros.

    Ramon saudou o prêmio dado pelo Cineport. “É um investimento que pode parecer pequeno, mas é muito grande diante da quantidade de dinheiro investido. É foda porque você vai gerar novos filmes.  É muito bom para a gente que fez o filme e trabalhou bastante, é o reconhecimento que o trabalho do filme perdura e atinge outras pessoas, de um júri de um cara que vem de Portugal, do Rio de Janeiro... É bom ganhar um prêmio e muito melhor um cheque de 25 mil reais”, avalia.

    O realizador conta que fazer um filme é trabalhoso como qualquer outro ofício pode ser. “Foi difícil (fazê-lo), muito bom, muito ruim. Como qualquer trabalho. A gente trabalha, faz porque ama, porque gosta, mas é trabalho”.

    Questionado sobre do que trata a história de “Desejo do Morto”, Ramon desconversa e filosofa. “Cara tem que ver o filme. É isso. Cinema é para ser visto e ouvido, já diria Glauber Rocha. É para se ver e se ouvir, vamos ver se tem outra oportunidade para exibir por aí”.

    Ramon Porto da Mota, recebendo prêmio Energisa.

    Em outra entrevista, concedida ao Festival de Vitória, Porto deu uma pista, disse que a obra é uma homenagem aos filmes de terror. “Sempre pensei o horror e as cenas de morte no filme como uma forma de me aproximar daquele personagem e daquela narrativa. Não só como um gênero que queria emular, mas encarar aquele final de horror – em contraste com três quartos de filme que não são horror de forma alguma – como a única saída para aquela história, como se o filme não fosse um filme de horror, mas viesse a ser, ou melhor, tivesse que ser. Meio que, como se essa virada do filme para o horror acompanhasse a história de Dário, sua relação com sua família e fosse o seu real desejo”.

    Novos projetos - Ramon conta que tem muitos projetos, mas o que falta é dinheiro e argumenta: “Porque, como tudo na vida, não só cinema, que você faz enquanto trabalho, enquanto arte, precisa de dinheiro. É isso, estamos batalhando para conseguir financiar os filmes que temos de várias formas”.

    Campinense de 27 anos, formado em história, Ramon já conta com alguma experiência no audiovisual. Em 2010 ele produziu, escreveu e montou O Hóspede (em parceria com Anacã Agra). Ele também produziu e montou Mais Denso que Sangue, de Ian Abé. Em 2011 produziu, montou e co-escreveu Cova Aberta, também de Ian Abé; em 2012 montou O Matador de Ratos, de Arthur Lins.

    Com informações do Blog do Festival de Vitória.

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